Pela primeira vez em décadas, o Brasil inicia o ano letivo com uma falha grave na educação inclusiva: mais de 45 mil estudantes com deficiência visual estão sem livros didáticos em Braille, recurso fundamental para alfabetização e autonomia.
No governo Lula, um sistema que funcionava há anos simplesmente não foi garantido. O Instituto Benjamin Constant, principal referência nacional no ensino de pessoas com deficiência visual, confirma que 2026 está sendo marcado como um ano de “Braille zero” nas escolas públicas, já que o material não foi produzido nem distribuído a tempo, um retrocesso difícil de justificar em uma área que deveria ser prioridade absoluta.
Apesar de o MEC afirmar que há editais e contratos em andamento, não existe garantia de entrega imediata dos livros.
Isso não é detalhe técnico. Braille não é acessório, é a base da aprendizagem para alunos cegos. A ausência do material compromete a alfabetização desde o início e pode gerar prejuízos cognitivos profundos.
Quando políticas de inclusão deixam de funcionar, a pergunta é inevitável: quem está sendo deixado para trás?
Inclusão de verdade exige execução, não apenas discurso.